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Clube & Fidelidade

58% dos supermercados apostam em CRM em 2026

GMPor Gaal Moura
·3 de julho de 2026 ·4 min de leitura

58% dos supermercados apostam em CRM em 2026: o que isso significa para a sua loja

Você sabe quantos dos seus clientes voltaram na semana passada?

Não. A maioria dos donos de mercado não sabe. E não é falta de atenção — é falta de dado organizado. Enquanto isso, os concorrentes que estão crescendo já descobriram que o faturamento não está na próxima promoção. Está no cliente que volta.

O número que mudou a conversa no setor

Segundo a pesquisa NSG 2025, realizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) sobre prontidão, maturidade e inovação tecnológica do setor, 58% dos supermercados participantes apontaram o CRM como prioridade de investimento em 2026.

Cinquenta e oito por cento. Mais da metade do setor entendeu que o próximo passo não é mais encarte — é dado.

Isso não é tendência de consultoria. É supermercadista olhando para o próprio caixa e percebendo que a operação que mais cresce é a que conhece o cliente pelo nome — ou pelo CPF.

O que é CRM na prática, sem complicar

CRM é um sistema que organiza o que você já deveria saber sobre o seu cliente: o que ele compra, com que frequência, qual seção ele nunca pisa, quando ele some. Com isso na mão, você para de comunicar oferta de açougue pra quem é vegetariano e começa a mandar promoção de hortifrúti pra quem compra salada toda sexta.

Na Rede Bom Lugar, a implantação do Clube Bom Lugar em junho de 2023 construiu uma base de 287 mil clientes cadastrados. Segundo o diretor de marketing Fernando Lopes, o crescimento das vendas da rede se manteve em torno de 12% ao ano desde a implantação — e a explicação é direta: "o uso de dados contribuiu para resultados consistentes ao longo dos últimos anos" (SuperHiper, 2026).

Doze por cento ao ano não é sorte. É recorrência com inteligência.

O jeito antigo que ainda trava muita loja

O problema não é o supermercadista. O problema é o modelo que ele herdou:

  • Promoção no encarte pra todo mundo, sem filtro.
  • Disparo de WhatsApp pra lista inteira, sem segmentação.
  • Cliente sumiu — ele nem sabe quando isso aconteceu.
  • Ticket caindo — ele acha que é concorrência de preço.

Esse modelo trata todo cliente como se fosse o mesmo. E quem trata todo mundo igual perde os melhores primeiro — porque o concorrente que sabe o nome do cliente vai lembrar dele antes que você perceba a ausência.

O que os 58% estão fazendo diferente

Os supermercados que estão investindo em CRM estão mudando uma coisa fundamental: estão parando de adivinhar e começando a operar com dado.

Em termos práticos:

  • Identificam quem comprou uma vez e não voltou (cliente em risco de abandono).
  • Sabem qual perfil de cliente tem ticket maior e com qual tipo de oferta.
  • Sabem o dia e o horário de maior frequência — e comunicam antes, não depois.
  • Usam o clube não como desconto, mas como termômetro de comportamento.

O resultado não é mágico. É previsível: quem comunica com relevância retém mais. Quem retém mais fatura com consistência — sem depender da próxima promoção pra movimentar a loja.

Os erros mais comuns de quem tenta e não sai do lugar

1. Capturar CPF e não usar o dado. O CPF no caixa é o começo, não o fim. Se o dado não vira régua de comunicação, é dado morto.

2. Tratar o clube como programa de desconto. Desconto atrai caçador de oferta. Clube bem operado atrai cliente fiel. A diferença está em o que você faz com o dado depois do cadastro.

3. Disparar pra todo mundo porque é mais fácil. Disparar pra lista inteira parece eficiência. Na prática, é ruído — e ruído treina o cliente a ignorar você.

4. Esperar o sistema resolver sozinho. CRM não é software. CRM é processo. Ferramenta sem operação é despesa. Ferramenta com operação é investimento.

O que você pode fazer amanhã

Se você ainda não tem CRM rodando, o primeiro passo é mais simples do que parece:

Mapeie quantos dos seus clientes você consegue identificar. Quantas compras passam pelo caixa com CPF? Vinte por cento? Quarenta? Se for menos da metade, você está operando com dado parcial — e tomando decisão de marketing no escuro.

Essa porcentagem já diz muito sobre o próximo movimento. A partir daí, é possível construir régua, segmentar, reativar quem sumiu e parar de desperdiçar verba de oferta em quem não vai comprar.

Se você quer entender como isso funciona com o dado real da sua loja — não um modelo genérico, mas o perfil do seu cliente, da sua praça, do seu mix — é exatamente o que a Coffart opera pelo Clube de Vantagem e pelo CoffChat.

Não é consultoria. É execução com dado.

FAQ — Perguntas que o supermercadista realmente faz

GM
Gaal Moura

Fundadora e estrategista da Coffart — marketing para supermercados.

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Perguntas frequentes

FAQ

CRM para supermercado é só para grandes redes?
Não. Pequenas e médias redes já operam com CRM de forma eficiente. O que importa é ter o dado organizado e uma régua de comunicação — não o tamanho da rede.
Como começo a usar dados de CRM sem gastar muito?
O primeiro passo é aumentar a captura de CPF no caixa. Sem identificação, não há dado. Com esse ponto resolvido, já é possível construir uma régua básica de comunicação segmentada.
Clube de fidelidade em supermercado funciona mesmo?
Funciona quando é operado com dado — não só como desconto. Redes que usam o clube para entender comportamento de compra relatam crescimento de vendas consistente ao longo do tempo.
Qual a diferença entre CRM e programa de pontos?
Programa de pontos é uma mecânica. CRM é a inteligência por trás. O programa pode ser uma das ferramentas do CRM, mas o que gera resultado é o uso do dado para comunicar com relevância.
Minha loja não tem sistema de CRM. Por onde começo?
Pelo diagnóstico do dado que você já tem. Quantos clientes passam pelo caixa com CPF? Esse número é o ponto de partida. A partir daí, é possível estruturar a operação de forma gradual.