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Gestão & Margem

Varejo restrito cresce 0,96% em julho: o que isso diz sobre a sua loja

GMPor Gaal Moura
·8 de julho de 2026 ·4 min de leitura

Varejo restrito cresce só 0,96% em julho: o que o supermercadista deve fazer com isso

Você olha o movimento na loja, sente que julho vai ser corrido — Copa do Mundo, dias frios, dia de pagamento chegando — e ainda assim bate aquela sensação de que não vai sobrar muito no final do mês.

Não é paranoia. É o dado.

Segundo projeção do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo) e da FIA Business School, divulgada em julho de 2026, o varejo restrito — que inclui supermercados, farmácias, combustível e vestuário — deve crescer apenas 0,96% em julho na comparação anual. Enquanto eletrônicos disparam 7,66% e veículos sobem 5,14%, o giro cotidiano avança a passos de tartaruga.

Isso não é notícia pra se desesperar. É mapa. E mapa só ajuda quem sabe lê-lo.

O que esse número significa pra sua loja

O varejo restrito crescendo menos que a inflação no consumo cotidiano quer dizer uma coisa simples: o cliente está vindo, mas gastando com cuidado. Ele não parou de comprar arroz, carne e produto de limpeza. Mas está mais criterioso. Está comparando. E quando o preço do vizinho parece igual ao seu, ele some sem explicar o motivo.

O jeito antigo de reagir a isso é guerra de preço. Baixa o feijão, sobe o encarte, queima a margem — e no mês que vem o problema volta igual.

O problema não é o preço. É a percepção de valor. E a percepção de valor se constrói na relação, não na oferta.

O que cresce de verdade não é o ticket: é a frequência

Quando o ambiente é de crescimento restrito, o supermercado que ganha não é o que vende mais em cada visita. É o que garante que o cliente volte mais vezes.

Isso não é opinião de agência. É matemática de cesta:

  • Um cliente que visita a loja 2 vezes por mês, com ticket médio de R$ 120 → R$ 240/mês.
  • O mesmo cliente visitando 3 vezes, ticket parecido → R$ 360/mês.
  • Diferença: R$ 120 extras por cliente, sem dar nenhum desconto.

Multiplica por 500 clientes frequentes na sua base. Já entendeu.

O que determina se ele volta é simples: se ele sentiu que a loja é a dele. Não a mais barata — a que conhece o jeito dele comprar.

Como transformar dado em frequência (o método Coffart)

Não tem como falar em frequência sem falar em CPF. O cliente que não está identificado é um estranho: você não sabe há quanto tempo não aparece, não sabe se foi embora pra o atacarejo, não sabe o que ele compra.

Com o CPF identificado e o clube de vantagens funcionando, a leitura muda:

  1. Você vê quem sumiu — e pode mandar uma mensagem antes que ele vire cliente do concorrente.
  2. Você sabe o que ele compra — e pode fazer oferta que faz sentido pra ele, não encarte genérico que não converte.
  3. Você consegue criar régua de frequência — uma comunicação automatizada que lembra ele da loja na hora certa, com o produto certo.

Isso é o que a Coffart opera com o dado real de cada supermercado. Não é teoria. É o que separa a loja que cresce do lado esquerdo da projeção do Ibevar das que ficam patinando no 0,96%.

O erro que a maioria comete quando o dado fica feio

O reflexo automático diante de um número fraco é promoção. Encarte maior, mais oferta, preço menor. A lógica parece correta: se o mercado está crescendo pouco, eu preciso atrair com preço.

O problema é que promoção pra todo mundo vira ruído. Cliente que vem por desconto vai embora quando o desconto acaba. Você não construiu relação — você financiou uma visita.

A loja que usa o período de crescimento lento pra limpar a base, identificar os clientes com mais frequência e criar uma régua de comunicação direta sai do trimestre melhor posicionada do que a que só rodou encarte.

Um ambiente de crescimento restrito não é hora de gastar mais em promoção. É hora de gastar melhor em relacionamento.

O que fazer amanhã cedo

Se você tem clube e CRM, acesse e responda uma pergunta: quantos clientes compraram na sua loja em junho e não voltaram em julho?

Se você não tem essa resposta, esse é o ponto de partida. O dado que você não enxerga é o cliente que está indo embora sem você perceber.

Se você tem essa resposta: ótimo. Agora o passo seguinte é montar uma régua de reativação — uma mensagem certa, na hora certa, pra esse cliente específico. Não um disparo geral. Uma comunicação com contexto.

Isso, com o CoffChat e o dado do clube, a Coffart faz operado — não como checklist pra você executar sozinho.

Erros comuns nesse momento de mercado

  • Criar promoção sem critério: oferta pra quem já compraria sem desconto é margem jogada fora.
  • Ignorar a base de clientes identificados: CPF capturado e não usado é dado morto.
  • Reagir ao concorrente em vez de reagir ao próprio dado: o que importa não é o preço do vizinho — é a frequência dos seus clientes.
  • Esperar o mês fechar pra agir: quando o dado fica visível no caixa, o mês já passou.

Perguntas frequentes

GM
Gaal Moura

Fundadora e estrategista da Coffart — marketing para supermercados.

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Perguntas frequentes

FAQ

O varejo cresceu pouco em julho — isso significa que meu supermercado vai vender menos?
Não necessariamente. A projeção de 0,96% é uma média de todo o varejo restrito. Supermercados com boa identificação de clientes e régua de frequência conseguem crescer acima da média mesmo em períodos de expansão lenta.
Como aumentar a frequência de clientes no supermercado?
Primeiro passo: identificar quem já compra (CPF no caixa e clube de vantagens ativo). Com a base mapeada, é possível criar comunicação direta com clientes que estão sumindo e trazê-los de volta antes que se percam para o concorrente.
Vale a pena fazer promoção quando o movimento cai?
Promoção sem segmentação queima margem sem garantir recorrência. O ideal é usar o dado do clube para fazer oferta com contexto — pra quem realmente precisa de incentivo pra voltar, não pra quem já voltaria de qualquer forma.
O que é o varejo restrito e como ele afeta o supermercado?
O varejo restrito inclui supermercados, farmácias, combustíveis e vestuário. É o consumo do dia a dia. Quando esse segmento cresce pouco, significa que o cliente está comprando com mais cuidado — não que parou de comprar.
Como saber se meus clientes estão comprando menos ou comprando no concorrente?
Só com dado de frequência: quantos clientes compraram no mês passado e não voltaram? Sem CPF identificado e clube ativo, essa pergunta não tem resposta. Com esses dados, é possível agir antes de perder o cliente.